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Paris
sexta-feira, janeiro 30, 2009


Ontem fui jantar no Paris 6, um bistrô 24 horas na Haddock Lobo.
Foi sugestão da Claudia, que manja bem de Paris, de vinho e de bistrôs, portanto... escolha certa!

Uma delícia, bem com cara de lugarzinho escondido em Paris. Não, eu não conheço Paris, mas eu vejo filme! Hehehe...

Pedi um Steak Tartare à Lipp, très bon!!!

No banheiro, um quadro avisava que o restaurante mantinha a TV ligada, acompanhando novelas, eventos esportivos e o melhor da programação da telinha. E, realmente, teve Jornal Nacional, Caminho das Índias e BBB! Espetáculo!

Eles servem buffet de café da manhã das 8 às 11 horas, fiquei com vontade de provar. O bistrô também é dog friendly, portanto cachorros são bem vindos na área externa do lugar (segundo eles, como nos melhores cafés de Paris).









Siberian
quarta-feira, janeiro 28, 2009


Sempre gostei da Siberian. O estilo é bacana, as roupas têm qualidade e o preço não é mortal.

Agora ando revoltada com a loja e não sei se a marca mudou mesmo o esquema ou se eu que mudei demais.

No fim do ano passado, atrás de calça e camisa, fui até lá. Saí indignada porque nada me servia. As calças 42 nem passavam da coxa e as camisas G ficavam apertadíssimas.

Como eu estava bem acima do peso e achava que gorda tinha mesmo é que se foder, nem dei muita bola pra loja. Afinal, na PUKET a atendente também me disse na caruda que as peças deles, só até 42. E claaaaro que o biquíni 42 não me serviu. Eu tava gorda e fim.

Bom, a verdade é que eu continuo gorda. Mas não imensa. Tô acima do peso, mas nem tanto. A avaliação da academia me mandou emagrecer só cinco quilos, portanto não há motivo para eu não servir em uma camisa G.

Eis que volto à Siberian, pra trocar um presente. Primeiro indício de que não estou errada: a loja, que está em liquidação, só tem roupas P. Ou seja, o que sobrou foi P, que não deve caber em ninguém. São roupas irreais, pra pessoas irreais. Fui ficando irritada e pedi pra menina me mostrar o que tinha G, pra eu TENTAR fazer servir. Tinha só umas três camisas. E só uma serviu direito.

I rest my case.



Freedom
terça-feira, janeiro 27, 2009



Era karma, ela sabia.

Tudo simbólico, como sempre na vida dela.

Há muitos dias que sonhava com aquele momento.

Carta de alforria na mão, era só virar as costas e mandar uma banana bem grande praquilo tudo.

Porque trabalho é tudo pra ela. Dá o sangue e o suor com prazer. Difícil fazer isso em troca de ignorância, falta de respeito e trairagem. Apenas é assim.

Virou as costas e suspirou. Bem fundo. Acabou.

Saiu do elevador quase que pulando, comemorando com a alegria que ficara contida há dias.

Estava leve como pluma, mas não conseguiu levitar sobre a catraca.

Era karma, ela sabia.

Veio o segurança sorrindo, pronto pra ajudar.

- Eu só quero sair. Sem crachá, pra não voltar mais.

Será mesmo que acreditou que seria tão fácil?

Em nome de quem estava o cadastro? Em que empresa estava? Por que não trazia o crachá com o qual entrou?

Era karma, ela sabia.

Não sairia de lá tão simplesmente.

O nome dela não existia no sistema (que surpresa!).

Ninguém na empresa sabia do que se tratava.

Ela só ouvia aquela voz maléfica das bruxas do desenho da Barbie.

“Você não vai escapar tão rápido”.

É. Era karma. Ela sabia.



Luxo e Riqueza
segunda-feira, janeiro 26, 2009



Só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio.

E se alguém não quiser entender
E falar pois que fale.
Eu não vou me importar com a maldade
De quem nada sabe.


MAYSA



H2O
sexta-feira, janeiro 23, 2009



A amiga já estava curiosa, afinal de contas era mais uma tentativa de fazer as pessoas do mundo felizes.


- Como assim não rolou química?

- É... H2O

- Ahn?

- H2O, a fórmula química da água.

- Fórmula química? Então rolou química!

- Tô falando de química no sentido água de ser, ou seja, não rolou química no outro sentido.

- Ai, eu já nunca fui bem de química... não entendo nada de tabela periódica... dá pra traduzir?

- Amiga, ele é H2O...

- ...

- Insípdo, inodoro, incolor.




SPFW
quinta-feira, janeiro 22, 2009



Ontem foi dia de SPFW. Fui com a Dedê e a Má, que conseguiu os convites pra gente.


O evento em si não é muita novidade pra mim, mas é impressionante como sempre tem coisa nova para a gente ficar boquiaberto. As usual, tem mais coisa horrível do que linda pra ver nos corredores do evento. Digo corredores porque os desfiles são bem bacanas, e os lounges estão cada vez mais fechados, então não dá para ter muita idéia do que rola lá dentro (e eu sei que rola muita coisa legal). Aí os corredores sobram pro povão, que (por quê, senhor????) acha que é fashion. O povo pode até usar uma ou outra peça que é hit, mas classe, elegância, finesse.... isso tudo eles deixam em casa.


Fiquei abismada com a quantidade principalmente de duas coisas:


1 - velhas (MUITO velhas, mais que Vovó Naiá) cheias de botox, frente únicas, micro shorts e por-aí-vai...

2 - saias-cinto, aquelas que acabam bem onde o próprio tronco do ser acaba, aquelas que deixam as amígdalas à mostra. E quase todas, balonê.


Sobre as velhas eu prefiro não comentar. Mas não resisto ao balonê. Eu não entendo super de moda, mas que eu saiba, o balonê foi hit (depois dos anos 80), no verão do ano passado. Estamos no SPFW de inverno 2009. Tipo quase dois anos na frente... Vejam:


- O site Fashion Up deu a Volta do Balonê em setembro de 2007;

- Uol Notícias, em junho de 2007, deu que vestidos balonês imperam o verão 2007.


Enfim... foi divertido! Encontrei as meninas, tomamos uns drinks e fomos pra casa felizes.



Bye Bye Bush
segunda-feira, janeiro 19, 2009


People, espetacular a ideia do Bush Bye Bye Party!!!! Eles têm todo o material para baixar e imprimir para a festa de despedida do Bush, que é HOJE!! chapéu, guirlanda, porta-copos, bottons...

Ou seja, ainda dá tempo! Dá pra marcar até uma festa virtual. Visitem, que vale muito a pena.





Contornos
sexta-feira, janeiro 16, 2009



Ai, hoje quase morri.

Marquei avaliação física na academia e fui cheia de amor pra dar.

Senhor Jesus Cristo!!!

Tudo bem que eu sou sedentária e estou beeem acima do meu peso. Mas a mulher judiou demais de mim! hehehe...

Começou pesando. Pronto, mais um dia de infelicidade total. De novembro pra cá, três quilos a mais (ou a balança estava com defeito, fato que deve ser seriamente considerado).


Depois pediu pra eu fazer abdominais durante um minuto. Tranquilo. Sem trema. Que vergonha, não consegui levantar nem pra fazer a primeira. Aí ela deixou eu fazer com as mãos na coxa. Ufa, consegui 26 (não tenho a menor noção de isso é bom ou ruim, mas achei um número bacana).


Foi então que veio a fase medidas. Ai, que tristeza... Minha cintura e minha barriga, que foram sempre super discretinhas, estão enormes. Paciência, força na peruca. Vamos conseguir.


Aí ela fez milhares de perguntas e acho que a única que respondi feliz foi que não havia nenhum cardiopata na minha família. Ufa, uma a menos.


Acabaram as perguntas, eu já feliz querendo ir embora. Nananinanão. Chegou a vez dela, a sempre temida bicicleta ergométrica. Bom, quem me conhece sabe muito bem que eu e bicicleta não somos melhores amigas. Uma delas já me fez quebrar o maxilar, então prefiro ficar longe, ainda que ela seja do modelo de academia, e que não saia do lugar. Sem escapatória, encarei. A proposta era ficar 12 minutos pedalando a mais de 21 km/h. Já morri daí. A cada quatro minutos, ela aumentava o peso do exercício. A cada minuto ela me pedia a "análise subjetiva do esforço" e anotava a minha pressão e meus batimentos. Isso me tranquilizou um pouco, porque assim que eu enfartasse, ela poderia me socorrer rapidamente. Quando eu estava nos cinco minutos, morrendo demais, ela me avisou que eu poderia parar quando não aguentasse mais. O exercício também seria interrompido se eu ficasse abaixo da velocidade estipulada ou se meus sinais vitais entrassem em colapso. Ufa, perdi só a velocidade antes dos sete minutos. Saí da bicicleta e parecia que eu andava sobre duas toras de madeira. As pernas nem se mexiam direito. Coxas muito duras, impressionante. Gostei mesmo foi da piadinha no final: "E aí, Caru, vai treinar agora?" BEM CAPAZ! Tomei banho e Dorflex.


Gracejos à parte, vou entrar firme nessa promessa de 2009. Fazer sério e emagrecer, além de ganhar um pouco de saúde, que tô precisando. Descobri a Contours, que gostei mais do que a concorrente que eu frequentei em 2007. Mas atenção: preço e principalmente CORDIALIDADE mudam de uma franquia da Contours para outra. Fui antes em uma de Pinheiros, onde não gostei do tratamento. Fui então conhecer a da Pompéia. Fui super bem atendida, ganhei um descontão e um kit bonitinho. Pesquisem, minhas queridas.



O outro lado
quarta-feira, janeiro 14, 2009


Quando postei sobre um lado, não vi um comentário sequer. Quem sabe agora?

Só para esclarecer: não acho que haja um lado bom e um lado mau, um mocinho e um vilão, um salvador e um destruidor. Só acho que as coisas têm perspectivas diferentes. E é das mais diferentes que eu gosto.

Diria que o que segue é "do outro lado do lado de lá do lado que é lado lado de lá".

Judeus contra assassinatos
Publicado no jornal The Guardian, em 10/01/2009


Nós, os abaixo-assinados, somos todos de origem judaica. Quando vemos os corpos mortos e ensaguentados de pequenas crianças, o corte de água, eletricidade e comida, nos lembramos do cerco ao Gueto de Varsóvia. Quando Dov Wisglass, um assessor do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, falou em colocar os moradores de Gaza "numa dieta" e o vice-ministro de Defesa, Matan Vilnai, falou sobre os palestinos experimentarem um "shoah maior" (holocausto), nos lembramos do governador-geral Hans Frank, da Polônia ocupada pelos nazistas, quando ele falou de "morte pela fome".
A verdadeira razão para o ataque em Gaza é que Israel só quer lidar com palestinos fracos. O maior crime do Hamas não é o terrorismo, mas sua negativa de se tornar um peão na mão do regime de ocupação de Israel na Palestina. A decisão no mês passado da União Européia de dar um upgrade nas relações com Israel sem qualquer exigência quanto aos direitos humanos encorajou a agressão israelense. O tempo de não confrontar Israel acabou. Como primeiro passo, a Grã Bretanha deveria retirar seu embaixador de Israel e, como fez no caso do apartheid na África do Sul, iniciar um programa de boicote, desinvestimento e sanções.
Ben Birnberg, Prof Haim Bresheeth, Deborah Fink, Bella Freud, Tony Greenstein, Abe Hayeem, Prof Adah Kay, Yehudit Keshet, Dr Les Levidow, Prof Yosefa Loshitzky, Prof Moshe Machover, Miriam Margolyes, Prof Jonathan Rosenhead, Seymour Alexander, Ben Birnberg, Martin Birnstingl, Prof. Haim Bresheeth, Ruth Clark, Judith Cravitz, Mike Cushman, Angela Dale, Merav Devere, Greg Dropkin, Angela Eden, Sarah Ferner, Alf Filer, Mark Findlay, Sylvia Finzi, Bella Freud, Tessa van Gelderen, Claire Glasman, Ruth Hall, Adrian Hart, Alain Hertzmann, Abe Hayeem, Rosamene Hayeem, Anna Hellmann, Selma James, Riva Joffe, Yael Kahn, Michael Kalmanovitz, Ros Kane, Prof. Adah Kay, Yehudit Keshet, Mark Krantz, Bernice Laschinger, Pam Laurance, Dr Les Levidow, Prof. Yosefa Loshitzky, Prof. Moshe Machover, Beryl Maizels, Miriam Margolyes, Helen Marks, Martine Miel, Diana Neslen, O Neumann, Susan Pashkoff, Hon. Juliet Peston, Renate Prince, Roland Rance, Sheila Robin, Ossi Ron, Manfred Ropschitz, John Rose, Prof. Jonathan Rosenhead, Leon Rosselson, Michael Sackin, Ian Saville, Amanda Sebestyen, Sam Semoff, Prof. Ludi Simpson, Viv Stein, Inbar Tamari, Ruth Tenne, Norman Traub, Eve Turner, Tirza Waisel, Karl Walinets, Renee Walinets, Stanley Walinets, Philip Ward, Naomi Wimborne-Idrissi, Ruth Williams, Jay Woolrich, Ben Young, Myk Zeitlin, Androulla Zucker, John Zucker



Eterna amizade
terça-feira, janeiro 13, 2009


Saíram alegremente da empresa. Três mulheres, radiantes, num fim de tarde em que o Sol parecia não querer deixar o céu. A brisa morna insistia em alisá-las os cabelos sedosos. A impressão era de que até o rapaz do estacionamento, que cuidadosamente recebeu o ticket, notava que em seus semblantes havia compreensão e companheirismo.

O caminho era curto, mas nem por isso foi rápido. Cada farol era uma chance para uma observação divertida e que facilmente arrancava-lhes sorrisos melodiosos. Estacionar o carro não foi tarefa fácil e até mesmo a rechonchuda senhora que conduzia seu carro na outra mão refletia seus raios de amizade e enviava àquelas alegres moças mensagens de positivismo.
Não era comum a nenhuma delas descer lances de escada para se chegar ao lar. Mas assim foram, fazendo observações cuidadosas a cada degrau. A porta fechada com a camiseta e pedaços de fita adesiva chegou a lhes causar alguns calafrios, que vieram seguidos de risadas contidas à força.

Enfim, estavam em seu destino final. A acalentadora residência da amiga deixou as outras duas com lágrimas nos olhos, num misto de orgulho e satisfação. Finalmente estavam as três juntas, dispostas a entregarem-se às fofocas sem fim, porém bem intencionadas, às bebidinhas e comidinhas selecionadas com carinho pela anfitriã.

O calor incomodou no princípio, mas foi aplacado com o doce ventilador, que se encontrava abaixo da escrivaninha, onde repousavam uma pequena televisão de 14 polegadas, alguns livros de auto-ajuda e bolsas compradas na 25 de março, aquela delicada rua pela qual todas as três já haviam transitado e da qual guardavam gostosas recordações.

As gargalhadas, coreografias e lembranças vieram conforme as bebidas se foram. Não queriam que aquele agradável encontro terminasse, ainda que o avançar das horas insistisse em lembrá-las que ainda era segunda-feira. Despediram-se com a certeza de que até o fim da semana divertiriam-se tanto ou mais que naquele momento. Subiram os lances de escada e com o passo apertado chegaram ao carro mil, aquele mesmo que tantas vezes as levou a lugares inesquecíveis e importantes.


Era o firmar de uma amizade verdadeira. Principiante, incipiente e certamente, eterna.



3 anos
segunda-feira, janeiro 12, 2009


Este fim de semana as crianças fizeram três anos. TRÊS ANOS!!!
Estão enormes, falantes, espertas, inteligentes, demais.
Foi gostoso comemorar com a família.




Minas
quinta-feira, janeiro 08, 2009


GENTE!!! Semana que vem faz TRÊS anos de Noite das Minas.
Faz tempo que não nos reunimos com o mesmo propósito daqueles tempos, dá uma saudade.
Foram tempos muito bons, divertidíssimos, pra guardar na memória.
Seremos senhoras pop-tchuras, como em Mama Mia. Certeza!



Mudar as palavras
terça-feira, janeiro 06, 2009


Sensacional o texto de JOÃO PEREIRA COUTINHO na Folha de hoje.

Mudar as palavras

Imaginem o Brasil atacado por potências, que desejavam aniquilar cada um dos brasileiros

ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.